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domingo, 30 de janeiro de 2011

Pedagogia Liberal



A tendência liberal renovada manifesta-se por meio de duas versões: renovada progressivista ou programática, que tem em Anísio Teixeira seu principal expoente

No final do século XIX surge um movimento educacional conhecido como escola nova, cuja proposta é indicar novos caminhos à educação como, por exemplo, o aspecto filosófico e social. No Brasil, o movimento da escola nova só começou no século XX, com diversas reformas no ensino público, suas idéias ficam mais claras no ano de 1932, num manifesto dos pioneiros da educação nova, Anísio Teixeira e Lourenço Filho.


Esse manifesto foi muito importante na história da pedagogia brasileira por representar a tomada de consciência da discrepância entre a educação e as exigências do desenvolvimento, pois os manifestantes tinham plena convicção de que a educação é fundamental para a evolução econômica e acréscimo de riqueza de uma sociedade. Tal manifesto surgiu quando ocorria conflitos entre os adeptos da escola renovada e os católicos conservadores. Aos olhos da Igreja católica o manifesto representava uma heresia ao dizer que “é dever do Estado tornar a educação obrigatória, pública, gratuita e leiga”.


Diferentemente da escola tradicional, esta nova proposta de educação é voltada para a pedagogia da existência, ou seja, o individuo é único, diferenciado, vive e interage em um mundo dinâmico.

Na concepção renovada progressivista, cabe à escola adequar as necessidades do indivíduo ao meio social em que está inserido, tornando-se mais próxima da vida. O processo de aprendizado é baseado na construção e reconstrução do objeto, numa interação entre estruturas cognitiva do indivíduo e estruturas do ambiente. Trata-se de “aprender a aprender”, onde a aquisição do saber assume maior importância do que o próprio saber.


Assim, aprender torna-se uma atividade de descoberta, uma auto-aprendizagem, sendo o ambiente apenas o meio estimulador.


A socialização assume também algumas características. A primeira é a dinâmica, ou seja, o indivíduo socializado não é passivo, mas reage de alguma forma às informações que lhe são transmitidas; não existe um domínio absoluto do processo por parte da
sociedade.

O processo do conhecimento é deveras importante cujo método é o aprender fazendo, através de experimentos, pesquisas, descobertas, adequando-as às experiências do aluno e às etapas do seu desenvolvimento. O conteúdo precisa ser compreendido e não decorado promovendo desafios cognitivos e situações problemas, estimulando a reflexão.


O professor, aqui, é o facilitador da aprendizagem e do desenvolvimento livre e espontâneo do indivíduo promovendo uma relação positiva e instalando uma “vivência democrática”, preparando-o para a vida em sociedade.

A avaliação representa apenas uma das etapas do aprendizado. Aprender é uma atividade de descoberta e auto-aprendizagem. A avaliação flui e se torna eficaz na medida em que o professor valoriza os esforços empreendidos e participação no processo de sala de aula.

Esta tendência teve grande penetração no Brasil na década de trinta para o ensino de Educação Infantil e ainda influencia, na atualidade, muitas práticas pedagógicas.

A pedagogia liberal idealiza a escola como preparadora dos indivíduos para o desempenho de papéis sociais, fazendo uso de suas aptidões e adaptação às normas vigentes na sociedade de classes através do desenvolvimento da cultura individual. Difunde-se a idéia de igualdade de oportunidades, embora não leve em conta a desigualdade de condições, Historicamente, a educação liberal iniciou-se com a pedagogia tradicional e, por razões de recomposição da hegemonia da burguesia, evoluiu para a pedagogia renovada, o que não significa a substituição de uma pela outra, pois ambas conviveram e convivem na prática escolar.

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